Palestra sobre Puppet

Resolvi acatar a sugestão do João Lins e ver a palestra sobre o Puppet. Não sou lá um grande fã de Ruby – estou mais para fanboy de Perl –, mas gosto de achar que tenho a mente aberta a outras possibilidades. Foi também um desses casos onde eu entrei na palestra sem fazer a menor idéia do que a ferramenta se tratava.

Pior, perdi a hora batendo papo com outros amigos na sala dos palestrantes e cheguei cinco minutos atrasado, dando de cara com uma sala lotadíssima. Levei quase cinco minutos pra achar um lugar pra sentar – o que me fez perder a introdução e passar quase mais dez minutos pra pescar pelo contexto o que o palestrante estava tentando dizer. Assim, perdoem-me se eu falar alguma besteira aqui, também ainda não tive tempo de visitar o site do Puppet com calma.

A idéia geral do puppet parece ser automatizar a instalação, configuração e administração de centenas de máquinas – um problema cuja dimensão só é apreciada por sites que tem centenas a milhares de máquinas. O palestrante muito apropriadamente contou a história que, se vc trabalha em um lugar com poucos computadores, você pode até curtir instalá-los e configurá-los um a um "artesanalmente". Mas se você tem mais do que um punhado deles, essa abordagem torna-se simplesmente inviável; você precisará, fatalmente, de alguma solução pra automatizar esse processo e produzir novos servidores funcionais "em linha de produção".

Pelo que depreendi, o Puppet parece ser uma biblioteca de classes em Ruby para fazer inventário das máquinas e suas configurações, mantendo um catálogo (que vários da audiência disseram que, quando fica grande, o treco fica lento) e automatizando a geração de pacotes e arquivos de configuração – cheguei na palestra quando essa parte estava sendo descrita, que me pareceu um pouco com programar os arquivos de configuração (os exemplos do palestrante eram coisas com o /etc/resolv.conf, os arquivos de configuração do nginx, etc) com uma lingugem misto de Ruby com o Template Toolkit. Gradualmente eu ia pescando o que me faltara da introdução e começava a ficar claro a arquitetura da solução.

A idéia geral me pareceu boa, mas minha intuição ficou o tempo todo dizendo, "puxa, isso é bastante complexo". Além de tudo, exige que os admins sejam programadores, que é uma tese que eu concordo e apoio, dentro de certos limites – e, de fato, os admins aqui da Tempest usam várias soluções programacionais para automatizar as tarefas de administração de sistemas. Mas tudo aqui só me fazia imaginar Neto olhando para a palestra do cara e dizendo o seu característico "é o Satanás!", frase que ele costuma empregar quando lhe descrevem algo que lhe soa complexo. Fiquei o tempo todo achando que talvez existam maneiras mais simples de fazer e que eles devem ter levado um tempão pra afinar aquilo tudo que fizeram, bem como treinar os demais admins – e o palestrante de fato disse isso em dado momento.

Mas, no geral, gostei da palestra e me incitou, sim, a aprender mais sobre o Puppet, pode ser uma solução interessante para alguns projetos futuros. O palestrante é um dos admins do provedor Terra e deu alguns números dizendo que eles usam esse sistema em algo como dois mil servidores e que a equipe de admins lá do Terra é de 30 pessoas – e ainda há sete vagas em aberto. Puxa, quase quarenta admins – a Tempest tem quatro se você forçar a barra e me contar como admin. Um dia a gente chega lá.

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