Palesta da PROCERGS sobre Virtualização

A primeira palestra que eu assisti aqui no FISL acabou sendo de uma equipe da PROCERGS (em Recife, a "equivalente" seria a ATI) sobre como eles estão usando virtualização.

Segundo descreveram os palestrantes, os dois ambientes principais de virtualização deles são 3 máquinas de 16 CPUs, cada uma rodando a 2.93GHz e com 64GB me memória e um SAN de 2,3TB. O primeiro desses ambientes, o de produção, roda 48 máquinas virtuais, 35 delas sendo várias distros de Linux (RedHat e Ubuntu, primarimente, mas disseram haver Suse e outros) e 3 delas rodando Windows (não detalharam as versões). O outro ambiente é "interno" (não ficou claro se é homologação ou desenvolvimento, ou os dois) e roda 37 máquinas virtuais, sendo 33 delas Linux e 4 Windows. Na produção da Tempest, são 6 máquinas, variando de dual a quad-core, a maior delas com apenas 4GB de memória e temos umas 14 VMs (em certas situações de failover, uma única máquina chega a rodar 8 VMs e tranquilamente, sem pesar). Nas demais redes, sobretudos os PAs, são dezenas, não sei o número exato, muda o tempo todo.

Há muitas semelhanças e diferenças entre a maneira que eles usam e como nós, na Tempest, usamos. Os admins da Tempest, se estivessem aqui, iriam se divertir em ver os vários screenshots mostrando a configuração dos volumes lógicos (eles usam LVM, tal como nós – dificilmente seria diferente), bonding nas interfaces de rede (tal como nós), segmentação em VLANs (tal como nós). Entre as diferenças, eles usam SANs com multipath I/O, GFS (Global Filesystem, um tipo de filesystem distribuído; nós usamos filesystems convencionais e especificamente o reiserfs3) e um treco chamado clusterswitch que eu não entendi direito o que é, vou pesquisar. O software de virtualização que eles usam é o Xen – o mesmo usado pelos "cloud providers" de grande porte, tal como a Amazon EC2, Rackspace, etc. Nós, aqui na Tempest, usamos o Linux VServers, que é muuuuito mais leve e dá muito melhor desempenho, mas só virtualiza Linux.

Fora esses detalhes, a palestra foi bem básica e seguiu o roteiro que mais ou menos se espera de uma palestra sobre virtualização: falaram sobre a redução de custos, facilidade de migrar as VMs de um lado pro outro e otimizar recursos. Mencionaram dificuldades em inventariar as VMs e que a facilidade de criar novas VMs, se não for bem regulada, acaba sendo uma faca de dois gumes, pois aí todo mundo fica criando VMs à toa.

No geral, achei o sistema deles bem decente, ainda que relativamente convencional. Em comparação com o da Tempest, achei o sistema deles mais pesado (requer mais CPU e memória), mais caro e significativamente complexo. Por outro lado, o sistema da Tempest é integrado com o ciclo de desenvolvimento de software, o que é uma tremenda complexidade adicional, mas que dá recursos muuuito legais que outras soluções não tem.

Em súmula, gostei da palestra, bem apresentada e é bom ver como outras instituições estão usando virtualização.

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